O Projeto ELARA é uma iniciativa inovadora que une tecnologia, ciência e experiência técnica para transformar a inclusão escolar de alunos autistas.
Seu objetivo é capacitar profissionais da educação, tornando as escolas mais preparadas, acolhedoras e humanizadas.
Além de apoiar o desenvolvimento dos alunos, o projeto fortalece o vínculo com as famílias atípicas, amplia o conhecimento sobre o público neurodivergente e gera impactos positivos duradouros na comunidade escolar e na sociedade como um todo.
O Brasil conta com mais de 2,4 milhões de pessoas com diagnóstico oficial de Transtorno do Espectro Autista (TEA), segundo dados recentes. O último Censo do IBGE revelou um aumento alarmante de 280% nos casos registrados, demonstrando a urgência de políticas públicas eficazes para acompanhar essa realidade crescente. Apesar disso, muitos autistas ainda enfrentam barreiras severas no ambiente escolar, resultando em uma taxa de evasão escolar de 46,1%. Ou seja, quase metade das crianças autistas abandona a escola durante o período letivo e, muitas vezes, não encontra outro caminho de desenvolvimento.
Uma pesquisa publicada na Revista Científica FT, realizada com pais atípicos e profissionais da educação, mapeou os principais obstáculos enfrentados por autistas no Brasil. Os dados apontam para problemas estruturais e sociais que limitam o progresso dessas crianças, exigindo ações coordenadas e urgentes.
Falta de capacitação para profissionais de educação nas escolas
Escassez de recursos e infraestrutura nas escolas
Preconceito e desinformação da sociedade
Dificuldades das famílias no diagnóstico e tratamento
O projeto elara surge como uma solução transformadora para os municípios que buscam não apenas cumprir sua responsabilidade com a inclusão escolar, mas também gerar impacto positivo na gestão pública.
“A educação inclusiva é uma necessidade urgente, e preparar a rede municipal para receber e acolher alunos autistas de forma adequada não é apenas um dever, mas uma oportunidade estratégica para otimizar recursos, melhorar a percepção da população sobre a administração e consolidar uma imagem de liderança inovadora e sensível às reais demandas sociais.”
Fisioterapeuta com mestrado em Engenharia Biomédica (COPPE/UFRJ) e ampla atuação na área da inclusão escolar e do autismo, foi vice-reitora e diretora acadêmica do Centro Universitário Redentor e fundadora de clínicas especializadas em TEA, como o Centrinho e a Helpers Autismos. Com formações em DIR/Floortime, ABA e atualmente pós-graduanda em Neurociências e Gestão Pública, organizou a 1ª Conferência Internacional DIR no Brasil e lidera iniciativas educacionais voltadas a famílias atípicas por meio da Helpers Education.